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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Escolas de samba e Prefeitura do Rio assinam termo de compromisso

Por Redação SRzd

Na manhã desta segunda-feira (17), foi realizada mais uma reunião para debater os tópicos do contrato sobre a subvenção da prefeitura do Rio às escolas de samba. Participaram do encontro o prefeito Marcelo Crivella; o presidente da Riotur, Marcelo Alves; os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro; e o presidente da Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio (Liesa), Jorge Castanheira.

Após a reunião, Castanheira revelou que as medidas continuam iguais. A prefeitura mantém o corte de 50% da subvenção às escolas de samba e se responsabiliza, por meio da Riotur, de recuperar metade deste corte. A reposição será feita através de patrocínios da iniciativa privada, que serão fechados no dia 15 de agosto. Foi assinado um termo de compromisso entre as escolas e a prefeitura para dar início a oficialização das negociações.

“A previsão é que seja feito o pagamento das parcelas relacionadas as escolas. Cada uma receberá quatro parcelas de R$ 225 mil, a partir do momento da assinatura do contrato no final de julho, e uma de R$ 100 mil, perfazendo o total de R$ 1 milhão. E os outros R$ 500 mil, até 15 de agosto, o presidente da Riotur tem o resultado desse chamamento público com a iniciativa privada. E, dentro desse formato, o complemento de R$ 6,5 milhões, que são R$ 500 mil para cada escola. Portanto, o corte que foi feito da verba de Carnaval ficou em 25%, como o decreto geral da Prefeitura havia determinado”, explicou.

O contrato já está em fase de minuta. “Agora, vamos aguardar o chamamento da Riotur para assinarmos o contrato. E as escolas estão providenciando a renovação de todas as certidões, todo esse processo burocrático para a assinatura direto com a Riotur”.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, afirmou que as medidas negociadas garantirão que o Carnaval seja celebrado como nos outros anos. “Finalmente, hoje fizemos um acordo e assinamos com a Liga para os recursos que nós estamos passando para as escolas. É praticamente a metade do que foi feito no ano passado porque o Rio de Janeiro está em crise”, comentou.

Ensaios técnicos

O presidente da Liesa falou ainda sobre os ensaios técnicos. “Ainda não temos nada definido ainda. É uma questão mais da Liesa de conseguir, se possível, aprovação da Lei Rouanet e captação da Lei Rouanet, senão não tem como fazer ensaio técnico. Estamos tentando a aprovação do projeto agora, por ser um projeto de desfile totalmente gratuito, estamos tentando viabilizar pela Lei Rouanet e, para isso, a gente precisa captar isso junto a iniciativa privada”, disse. Segundo Castanheira, são necessários um total de aproximadamente R$ 4 milhões. “São 15 anos que nós fizemos ininterruptamente, mas a liga custeando tudo isso. Mas infelizmente, este ano, nós não temos orçamento”.

Regulamento

Castanheira falou ainda que, apesar da diminuição dos valores, não haverá mudanças no regulamento dos desfiles. “Regulamento fica mantido, porque as escolas têm liberdade entre cinco e seis alegorias. Então, vão trabalhar em cima desse mesmo regulamento. Serão 75 minutos de desfiles, começando 21h15”.


Fonte: www.srzd.com

Presidente da Liesa revela fim da cabine dupla e diz que regulamento sofrerá ajustes em prazos e recursos

Por Guilherme Ayupp

O presidente da Liesa Jorge Castanheira concedeu entrevista para o site CARNAVALESCO em que fez um grande balanço do Carnaval 2017, projetando mudanças para o próximo ano. A conversa se deu após o encerramento da quarta edição da feira Carnavália-Sambacon e da realização do sorteio da ordem de desfiles para o Carnaval 2018. Castanheira disse, dentre outras coisas, que não deve repetir a experiência com a cabine dupla e que o regulamento deve ser mais específico com relação aos prazos de entrega para as informações dos desfiles no livro abre-alas, além dos recursos após o resultado, afim de evitar o imbróglio que definiu pela divisão do título de 2017.

– Qual a análise da Liesa sobre a cabine dupla?

“Não vamos repetir. Voltaremos às cabines nos setores 3, 6 e 8 e 10, como era antes. Aquele formato experimental para ter menos paradas não deu certo, pois desprestigiou os setores 8 e 9”.

– Qual será o tempo máximo e mínimo de desfile?

“Mesmo com as paradas reduzidas com a abolição das cabines duplas vamos manter o tempo máximo em 75 minutos”.

– Muita gente fala que dentro da plenária o clima não é mais amistoso entre os dirigentes. Que tem o grupo do Capitão e o grupo do Anísio. O que de fato existe?

“O clima não tem nada de tenso dentro da Liga. Trouxemos o sorteio para a Carnavália, quem pode acompanhar viu que há uma relação muito amistosa entre as escolas. Não visualizo isso de grupos não. O ambiente é ótimo. Eu não era a favor do não rebaixamento, pois desestabiliza o formato. Dentro de tudo que aconteceu acredito que vai causar um fortalecimento do carnaval do ano que vem. Anísio é uma pessoa expansiva e apaixonada, o Capitão é mais ponderado. Seu Luis fica no meio termo disso. Ouço todos os presidentes sempre”.

– O regulamento e o manual do julgador de 2018 vão passar por profundas transformações ou a crise econômica acabou deixando isso em segundo plano?

“Vamos ter que estabelecer um prazo limite para o material para o livro abre-alas e com relação aos recursos que as escolas podem impetrar se não concordarem com o resultado e justificativas”.

– Escolas vão saber quando número máximo e mínimo de alegorias?

“Mesma coisa do regulamento deste ano. Mínimo de cinco e máximo de seis alegorias com um acoplamento”.

– Já foi cortado o número de desfilantes em 2017 acha que é realmente necessário cortar mais para 2018?

“Não deve haver nada significativo, pois realmente já houve um corte para 2017. Cada escola sabe o melhor para o seu desfile. Tudo está sendo avaliado por cada agremiação”.

– A Lei Rouanet está aprovada para os ensaios técnicos? Com empresas interessadas em utilizar a lei os ensaios técnicos acontecem?

“Se Deus quiser. Precisamos de R$ 4 milhões que estão em análise pela lei. Se forem captados e conseguirmos receber, temos até novembro para decidir isso. Dependerá muito do mercado. O PIB não cresceu e teve queda de 0,5% e isso impacta nos negócios. As empresas que nos ajudarem irão expor no Sambódromo. Sem esses recursos pelo caixa da Liga não temos como realizar os ensaios técnicos”.

– É possível pensar em um plano de marketing para o Grupo Especial que saia de dentro da Liesa para os próximos anos?

“Pode até ser, mas na medida que as empresas estão demitindo, o mercado publicitário está defasado, os grandes jornais e rádios em crise. Não vejo plano de marketing como solução. Já tivemos 15 empresas ajudando o carnaval sem plano em uma época áurea. É uma questão de reaquecimento de mercado. Isso não se resolve do dia para a noite”.

– Roberto Medina tem interesse no carnaval?

“Eu já estive com ele em algumas ocasiões e já me coloquei à disposição. Acho que todos que puderem vir para somar conosco são muito bem-vindos. Não sei como seria o modelo”.

– A Riotur já garante 8 telões e mais o novo sistema de iluminação. O que isso vai mudar para as escolas em termos de competição dos desfiles? E o som?

“Isso não muda em termos de desfiles, é um incremento para o público. Mas eu penso que primeiro precisamos fazer um arroz com feijão bem temperado e gostoso antes de buscar outras coisas. O som já resolvido nem é citado mais pela prefeitura”.

– Qual o seu balanço da feira Carnavália-Sambacon?

“Feliz e ao mesmo tempo sentimos muita falta do nosso parceiro que é o Elmo. Ele está se recuperando de uma cirurgia e não pode comparecer. O que nos deixou um pouco mais seguros foi que nesse caso do sorteio a equipe da AMI7 nos ajudou bastante. Acho que as escolas precisam estar presentes com stands e a Lierj não ter colocado seu espaço também acabou esvaziando a presença de representantes das escolas da Série A. Esperamos que no próximo ano participem”.

– Sobre segurança dos carros alegóricos o que já foi feito para 2018?

“Estamos trabalhando junto com o Inmetro e outras organizações tentando melhorar esse trabalho de normas e procedimentos dos barracões. O que ocorreu foi uma fatalidade, como as escolas poderiam prever? No caso da Tijuca uma empresa contratada e um funcionário não colocou a trava. As escolas precisam também entender o nível de responsabilidade na condução de alegorias. É necessário ter pessoas com experiência para operar. Com relação à segurança do Setor 1 vamos ter que limitar as credenciais ali e talvez criar um corredor seguro para a imprensa”.

– Qual lição que fica de toda essa crise envolvendo o carnaval e a prefeitura?

“Me sinto um pouco desgastado. Não precisa disso e poderia ter sido feito de uma forma menos traumática, seja para o prefeito quanto para o carnaval. Precisamos uns dos outros. Sozinho não fazemos carnaval e o poder público também necessita para captação. Aconteceu, mas não faremos um cavalo de batalha. Não entendi a ausência da Riotur no sorteio. Isso é um sinal de que precisamos dialogar mais e melhor. A Liga está disposta a ouvir críticas e a melhorar, sem de maneira nenhuma acusar este ou aquele”.

– Além do ISS, o que mais poderia ser pensado como incentivo para o carnaval?

“Isso demanda um tempo maior para ser pensado. Não do ponto de vista da prefeitura, mas do governo federal ou estadual. Planejar um modelo que não deixa a prefeitura sobrecarregada. Outras esferas de governo também lucram bastante com os desfiles das escolas de samba”.

– A questão da taxa do turismo revertida para o carnaval nos mês de janeiro e fevereiro pode ser viável e acredita que um dia será colocada em prática?

“Não vejo como o melhor caminho. Já fui informado que a taxa é facultativa. Se fosse obrigatória deveria ir para o caixa da prefeitura como um todo. Temos que repensar neste momento”.

– Muita gente bate na tecla da falta de liderança política do carnaval na câmara municipal, estadual e até em Brasília. Como mudar esse panorama?

“Para ser sincero quando precisei dos vereadores como foi agora eles abriram as portas para o carnaval e só tenho a agradecer. A Liga é suprapartidária. O diálogo é sempre positivo”.

– O presidente Jorge Castanheira trabalha muito e agora que vai ser papai sabe que terá que delegar mais. É seu último mandato na Liga? Quais seriam as pessoas que você indicaria para o posto?

“Ser pai é uma bênção pelo que me dizem. Eu não queria ser precipitado em dar nenhum tipo de veredito. Há dois anos atrás talvez não devesse recorrer. Mas olha a importância dessa união entre os diretores agora? Tenho que ter prudência nessa hora, minha vida vai mudar e buscarei me adaptar. Não tenho essa pretensão de indicar alguém. Prefiro aguardar para responder concretamente essa pergunta. A eleição na Liga é em maio de 2018”.

– Qual o balanço do resultado do sorteio?

“Me senti muito feliz por ter corrido tudo bem por ser uma situação nova. Todos foram parceiros e entenderam. Sambistas importantes presentes. Esse respeito é que faz o carnaval dar certo. Ainda não consegui assimilar o equilíbrio de forças nos dois dias. Mas acho que já dá para projetar algumas situações. A Mocidade não quis trocar à toa, uma intenção de voltar a ser forte. Ser a última é um desafio grande”.


sábado, 15 de julho de 2017

Carnaval 2018 - que a sorte venha De Repente de Lá pra Cá e Dirrepente Daqui Pra Lá...

Porque amar é fundamental.

Domingo ou Segunda? 81% das campeãs na Era Sambódromo desfilaram no 2º dia

Por Redação

“Independentemente da posição de desfile, vamos fazer o nosso melhor”. Esse é o discurso de 10 entre 10 dirigentes ao falar sobre uma eventual má sorte no sorteio da ordem dos desfiles. Mas a real é que quase todo mundo prefere a Segunda-Feira de Carnaval. E neste sábado, 15, a Liga Independente das Escolas de Samba, a Liesa, realiza mais uma definição na sorte da ordem das apresentações da festa que se aproxima.

A preferência pelo segundo dia reservado aos desfiles do Grupo Especial carioca passa longe de uma mera superstição. As estatísticas mostram que a Segunda-Feira gera incontestáveis melhores colocações, no geral.

Vejamos! Na Era Sambódromo foram 37 campeãs. Trinta delas (81%) saíram da Segunda, apenas sete (19%) de Domingo, em mais de 30 anos de Avenida. Só aí já dá para justificar a predileção tão aguerrida pela última noite de festa.

Na atual década (2011-2020) não tivemos campeãs no Domingo. A última foi a Unidos da Tijuca, em 2010. Antes, a Vila Isabel, em 2006, foi a exceção da regra. Nos anos 1990, Mocidade (1996) e Imperatriz (1994) quebraram a corrente. Na década anterior, Mangueira (1987), Mocidade (1985) e Portela (1984) conseguiram levar o caneco, mesmo no Domingão.

E tem ainda o fator rebaixamento. De 1984 até aqui, foram 54 rebaixadas; 41 (75%) desfilaram no Domingo de Carnaval, outras 13 (ou 25%) passaram na Segunda. E o número poderia ser ainda mais expressivo. Em todos os anos que não houve rebaixamento (1988, 1993, 1994, 2011 e 2017) a última colocada desfilou no dia de abertura dos desfiles.

Entre as seis primeiras, com Desfile das Campeãs ou sem, a vantagem, é claro, também é da Segunda-Feira sobre o Domingo. Dos 204 carnavais merecedores de uma vaga entre as seis melhores, 118 (58%) deles vieram do segundo dia de apresentações. Outros 86 (42%) tinham participado do Domingo.

Para o sorteio desta noite, que vai acontecer a partir das 20h, durante a quarta edição da maior feira de negócios do Carnaval, a Carnavália, os pares ficaram definidos da seguinte maneira. Mocidade e Portela; Mangueira e Salgueiro; Beija-Flor e Grande Rio; Imperatriz e União da Ilha; São Clemente e Vila Isabel. As duplas não desfilam no mesmo dia e portanto disputam a primazia de desfilar na Segunda-feira.